Baphomet: Entrevista ao autor Pedro Silva

Baphomet – Um Enigma Templário é o primeiro romance histórico de Pedro Silva, consagrado pela seriedade com que aborda temas históricos. Um livro que nos oferece a interpretação do mais estranho e misterioso objeto de adoração da Ordem dos Templários, a que foi designado como Baphomet.

O livro Baphomet – Um Enigma Templário está nomeado para a Gala de Autores na categoria de Melhor Obra 2019. Com que sentimento se reage a esta nomeação?

Ser nomeado em conjunto com obras de tanta qualidade tem, naturalmente, de me deixar o sentimento de dever cumprido. Significa que, de algum modo, o meu trabalho enquanto autor logrou despertar o interesse junto dos leitores possibilitando esta honrosa nomeação.

Como é que se encara o desafio de escrever um romance que cruza a ficção e a História de um país?

Acima de tudo, a paixão pela História permite que estudar/preparar a obra se torne uma tarefa tão agradável quanto escrevê-la. Na minha óptica, um escritor deve ser, primeiramente, um leitor. Algures, no cruzamento destas duas facetas, existe a virtude de se concretizar uma boa obra. Essa é a minha ambição: se o consegui ou não, só o leitor poderá dizê-lo.

Tratando-se do seu primeiro romance histórico, de onde veio a inspiração?

Não consigo conceber uma resposta simples a esta questão. Talvez da paixão pela leitura possa brotar a vontade de conseguir produzir algo similar. Se um livro me envolve num ambiente, então ambiciono conseguir levar os leitores para uma área de ação onde estes se sintam igualmente fascinados e, quiçá, absortos na história por longas horas de deleite literário. Por outro lado, também já me sucedeu que a inspiração brotasse da visualização de um documentário histórico, a partir do qual a realidade se mesclou, na minha mente, com a ficção e daí consegui imaginar de que modo apresentar ao leitor um romance histórico de leitura agradável.

Cada livro tem a sua mensagem. Qual é a de Baphomet – Um Enigma Templário?

Que os Templários fazem parte da nossa História – algo que quase todos corroboram, mas, similarmente, que existe uma aura de mistério que convém realçar. E esse lado misterioso nada tem a ver com a exploração efetuada por agremiações modernas, mas, isso sim, tratando-se de questões medievais que os tempos foram empurrando, de maneira mais ou menos velada, até ao nosso tempo. Porém, a grande problemática é que não parecemos (ainda?) possuir a capacidade de descodificar as mensagens que nos chegam, seja nas inscrições pétreas, seja velada em documentação, ou transmitida oralmente na tradição (e, deste modo, talvez adulterada). O anacronismo é uma dificuldade extra ao lidar com a mensagem.

O autor escreve para o seu público, sendo este o seu barómetro. Qual tem sido a receção do livro ao mercado?

Atendendo a que a Cultura e, por conseguinte, a Literatura é, na Idade Moderna, um parente pobre da sociedade, acredito que o feedback tem sido positivo. Dadas as circunstâncias, e não se tratando o Livro de um objecto que possa competir com os assuntos ditos massificados, julgo que a minha obra vai sobrevivendo relativamente bem à intempérie da ignorância desmedida de tudo aquilo que não seja o consumo imediato. Mas ao contrário daquilo que se possa pensar – atendendo ao volume de títulos editados – escrever não é (longe disso) uma tarefa fácil. Mas é, sem sombra de dúvida, uma tarefa que cumpro com a noção de ser este o meu destino, independentemente do maior ou menor número de leitores. Assumo que escrevo para o leitor, não fazia sentido ser diferente, porém tendo apenas 1 leitor ou 1 milhão, o certo é que o grau de profissionalismo deve ser o mesmo.

Celebra-se Portugal também pela literatura?

Absolutamente. Muito do estatuto que Portugal ostenta, muitas das belezas arquitetónicas, muitos dos grandes vultos nacionais, pertencem à Cultura. Se Portugal é grande, deve-o à Cultura, incluindo a Literatura. Os meus livros, de forma muito singela – pois sou apenas um ridículo grão de areia no imenso areal português –, pretendem ser mais um contributo para que o nosso país continua na senda daquilo que tem sido desde sempre: culturalmente relevante e reconhecido internacionalmente. Enquanto houver obstinados que, independentemente da recetividade das grandes massas, continuem a lutar pelos seus sonhos literários, Portugal não será obliterado.

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