Eu, Thanatos

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Dados da obra

Data da publicação: 3 Janeiro, 2022

Páginas: 126

Idioma: Português

ISBN: 9789899085633

Depósito legal: 491691/21

Conheça um pouco da história

Sinopse

Depois de ser diagnosticado com um tumor em fase terminal, M.S. testemunha o absurdo da inexorável certeza da morte. Mais do que as dores físicas, M.S. vê-se envolto num intrincado terror psicológico, com o qual decide não lutar. Em segredo, recorre à morte medicamente assistida, recentemente promulgada no país, para pôr termo ao seu sofrimento – empresa a que se autorrefere como o projeto.

Quando tudo está programado para se consumar, ele irá confrontar-se com uma miríade de episódios – como o encontro de despedida do filho ou a visita a Joaquim ao hospital – que porão à prova a sua contumaz decisão.

Neste frenético epílogo da sua vida, M.S. será conduzido, talvez pela primeira vez, a uma profunda reflexão sobre o amor, a arte, a alma humana, a vida e a própria morte.

Conheça o autor

Wilson Godinho é um escritor, historiador e farmacêutico, nascido em Torres Novas a 1 de novembro de 1991. Em 2006 aderiu à JCP, de onde acabou por sair em 2012, no mesmo ano em que ingressava na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Desde então tem frequentado círculos literários, colaborado com jornais e produzido trabalho poético e de tradução. Em 2016 concluiu o curso de farmácia com monografia na área da História da Farmácia no século XIX. Em 2018 terminou o seu primeiro trabalho de ficção – Eu, Thanatos. Em 2019 ingressou no programa doutoral de História Moderna e Contemporânea do ISCTE, onde se encontra a trabalhar na área da história da Saúde Pública oitocentista. 

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Opinião de Leitores

2 Comentários

2 avaliações de Eu, Thanatos

  1. Sara Marinho

    Em termos absolutos, uma das melhores obras da literatura contemporânea.
    A narrativa é muito equilibrada e fluida, com o toque de um preciso pincel descritivo, suficientemente figurativo mas, também, emocional e, por vezes, até carnal; não há detalhe nem observação fortuitos, tudo tem uma finalidade precisa na construção de um enredo que se adensa até ao culminar; são tecidas interessantes dissertações sobre temas políticos e culturais, sem ganharem demasiado peso, nem se perder o fio narrativo, apenas encaixando perfeitamente nele; é feita a utilização de um léxico diversificado que, pessoalmente, sempre prezei, tanto enquanto leitora, como nos meus próprios textos, que “faz os meus olhos brilhar”, enquanto apaixonada pela língua portuguesa.
    O rigor técnico-científico trazido pelo farmacêutico encaixa na perfeição na sensibilidade de um poeta, que com as palavras pinta um cenário que, sendo lúgubre e mórbido, não deixa de ter vida por dentro, não deixa de ter cor, pleno de identidade moral e filosófica.
    A inexorável voracidade do tempo vai fazendo sentir a sua pressão ao longo da narrativa, “empurrando-nos” para um culminar que se anuncia desde a primeira página. Não obstante, o clímax sofre uma reviravolta imprevisível, que surpreende e constrói uma conclusão muito coerente, interessante e conciliadora.
    Uma enorme sensibilidade artística, profundidade emocional, cultural e respeito pela língua portuguesa.

  2. Gustavo Godinho

    Uma obra repleta de passagens efémeras sobre a vida do personagem. Onde se alavancam conflitos de amor entre os seus entes mais queridos. Mas sobrepõe-se a insignificância.

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