Tal como as pálpebras, que se fecham rapidamente servindo de escudo aos olhos por ser menos grave se forem elas atingidas pelo cisco, ou as mãos, sempre prontas a colocarem-se na frente para amparar a queda, ou trocarem o conforto dos bolsos do sobretudo pelo frio do Inverno para segurar no guarda-chuva que abriga o corpo, também nós teremos de agir da mesma forma…
Tó de Porto d’Ave, é assim que António Dulcídio Vieira Soares assina a sua obra literária, é o sexto de dez irmãos. Nasceu, no dia 29 de abril de 1970, próximo do belo Santuário de Nossa Senhora do Porto d’Ave, erigido na primeira metade do século XVIII numa aldeia com o mesmo nome. É na escadaria e na sombra das tílias desse santuário, ou na margem do rio Ave, que se refugia para construir grande parte dos seus textos, sobretudo o seu primeiro livro publicado, ‘Ida à Romaria’, onde relata, de forma apaixonada, a sua romaria e o seu torrão. Venceu, com este conto, ‘Samuel’, o concurso literário António Celestino, em 2017, ano em que se comemorava um século de nascimento do autor homenageado.
Avaliações
Ainda não existem avaliações.