Kodak do quotidiano é uma obra despretensiosa, simples e divertida. A palavra capta o instante onde os sentidos da vida se revelam impetuosamente em contos curtos, intimistas, comoventes ou mesmo desconcertantes, fotografias do quotidiano onde a ironia desmascara a sisudez da vida, aconchegando-nos no decorrer dos dias.
Personagens infantis e complexas, alucinadas e racionais, apaixonadas e fantasmagóricas coexistem livremente em flashes poéticos.
Kodak do quotidiano prova que não há momentos banais na vida e que um mero olhar, um simples gesto, palavra, cor ou emoção se podem tornar inspiradores e filosóficos.
Nasceu a 5 de junho de 1964 nas serras beirãs, mas cresceu nas lezírias e vive há décadas em Lisboa, a cidade poética da sua alma. Considera-se a si mesma uma mulher do campo com costumes urbanos. Gosta de pensar, mas investe a sua energia e tempo em deixar de pensar. Kodak do quotidiano é a sua primeira obra publicada, escrita no intervalo dos seus dias submersos em livros difíceis de entender, uma espécie de alívio de viver, de alegria do espanto das coisas simples e autênticas.
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