Data da publicação: 30 Abril, 2023
Páginas: 218
Idioma: Português
ISBN: 9789899148208
Depósito legal: 512044/23
Género: Biografias
“Hoje foi duro… duro mesmo. Também ninguém me manda abusar. Nunca tinha corrido tanto na vida. (…) foi difícil! Mas feito! Amanhã é dia de descanso.”
Marco Serrabulho, professor, ativo, criativo e empreendedor, vê-se confrontado com uma realidade que lhe escapou do controlo: Parkinson. Aos 34 anos ser diagnosticado com uma doença de tal gabarito, daquelas que só “acontecem aos outros”, foi como entrar num mundo paralelo, negando, escondendo, recusando a doença que se apoderara dele sem permissão. Na impossibilidade de poder continuar a negar a presença dura do Parkinson, Marco transformou essa força que o fazia resistir à aceitação da doença, pesquisando incessantemente o milagre para a cura da doença. Iniciou então um percurso conjugando alimentação, novos hábitos e desporto para se manter o mais saudável possível.
Catorze anos se passaram e a luta de Marco continua, porque “enquanto correr, há esperança!”.
Mais do que nós dizermos, é ver por si. Saiba mais aqui.
Pode nos contactar através do número 211 976 670.
Pedro Santos –
Esta obra é um texto de cariz autobiográfico, com incidência no período que tem início nos primeiros sintomas e diagnósticos efectuados, até ao ano de 2021, nove meses após ter sido realizada uma cirurgia de natureza ainda algo experimental na altura, a qual levou o autor a entrar numa nova etapa de vida, quanto ao modo de se relacionar com a doença de Parkinson.
O autor descreve pormenorizadamente ocorrências, as emoções sentidas, os seus receios, pensamentos e incertezas, e reflexões posteriores sobre os acontecimentos.
Além dos capítulos de narrativa pessoal, a obra integra também alguns capítulos de natureza mais técnica que refletem as pesquisas exaustivas do autor em torno duma melhor compreensão da sua doença, as partilhas realizadas com outros “irmãos” de percurso, os conhecimentos que foi adquirindo, bem como as experiências que efectuou em busca de soluções.
A informação disponibilizada dá muitas pistas para o leitor interessado explorar. Útil sobretudo para outros doentes e pessoas que com eles interagem. O autor mostra a importância do exercício físico, da alimentação saudável, da medicação e dos suplementos; e também salienta a importância da atitude mental, que se quer positiva, onde a experimentação, a perseverança e esperança são fundamentais.
Outro aspeto focado, essencial no processo reabilitação de uma doença que de momento se considera incurável, mas com a qual se tem necessariamente de viver, é o peso do amor e da amizade, que o Marco encontrou num grupo simultaneamente próximo e alargado de pessoas, que se pautam pela compreensão, que não se impõem pela exigência, mas, ao invés, sabem respeitar as limitações e idiossincrasias do outro, e se oferecem generosamente no seu tempo e dedicação.
O Marco conta-nos a sua história, fornecendo pistas de auxílio a outros que também buscam respostas, sem nunca pretender apontar soluções precisas.
Para o Marco, que adora correr, é nas corridas que ele encontra força, alívio, alegria e – arrisco mesmo a dizer – paz, para continuar a ter esperança que o futuro lhe sorrirá. Correr faz com que o futuro se torne progressivamente no presente. É o corpo que é forçado a mexer, é a camaradagem de quem sofre com ele e lhe dá a mão para o ajudar nos momentos de maiores dificuldades, e que com ele partilha alegria e dor, cervejas e petiscos – os pequenos condimentos da vida.
Ao ler esta narrativa, não podemos deixar de nutrir uma profunda simpatia pelo protagonista que, na sua simplicidade, põe a nu e nos oferece a sua história. Uma história sobre a doença de Parkinson e sobre a natureza do ser humano, enquanto ser social que é. Apetece até dizer:
«Corre, Marco, dia a dia, contra a doença e pelo teu futuro. Não permitas que Parkinson se apodere de ti! Diz sim à Vida!»
1 avaliação de Enquanto correr há esperança!
Pedro Santos –
Esta obra é um texto de cariz autobiográfico, com incidência no período que tem início nos primeiros sintomas e diagnósticos efectuados, até ao ano de 2021, nove meses após ter sido realizada uma cirurgia de natureza ainda algo experimental na altura, a qual levou o autor a entrar numa nova etapa de vida, quanto ao modo de se relacionar com a doença de Parkinson.
O autor descreve pormenorizadamente ocorrências, as emoções sentidas, os seus receios, pensamentos e incertezas, e reflexões posteriores sobre os acontecimentos.
Além dos capítulos de narrativa pessoal, a obra integra também alguns capítulos de natureza mais técnica que refletem as pesquisas exaustivas do autor em torno duma melhor compreensão da sua doença, as partilhas realizadas com outros “irmãos” de percurso, os conhecimentos que foi adquirindo, bem como as experiências que efectuou em busca de soluções.
A informação disponibilizada dá muitas pistas para o leitor interessado explorar. Útil sobretudo para outros doentes e pessoas que com eles interagem. O autor mostra a importância do exercício físico, da alimentação saudável, da medicação e dos suplementos; e também salienta a importância da atitude mental, que se quer positiva, onde a experimentação, a perseverança e esperança são fundamentais.
Outro aspeto focado, essencial no processo reabilitação de uma doença que de momento se considera incurável, mas com a qual se tem necessariamente de viver, é o peso do amor e da amizade, que o Marco encontrou num grupo simultaneamente próximo e alargado de pessoas, que se pautam pela compreensão, que não se impõem pela exigência, mas, ao invés, sabem respeitar as limitações e idiossincrasias do outro, e se oferecem generosamente no seu tempo e dedicação.
O Marco conta-nos a sua história, fornecendo pistas de auxílio a outros que também buscam respostas, sem nunca pretender apontar soluções precisas.
Para o Marco, que adora correr, é nas corridas que ele encontra força, alívio, alegria e – arrisco mesmo a dizer – paz, para continuar a ter esperança que o futuro lhe sorrirá. Correr faz com que o futuro se torne progressivamente no presente. É o corpo que é forçado a mexer, é a camaradagem de quem sofre com ele e lhe dá a mão para o ajudar nos momentos de maiores dificuldades, e que com ele partilha alegria e dor, cervejas e petiscos – os pequenos condimentos da vida.
Ao ler esta narrativa, não podemos deixar de nutrir uma profunda simpatia pelo protagonista que, na sua simplicidade, põe a nu e nos oferece a sua história. Uma história sobre a doença de Parkinson e sobre a natureza do ser humano, enquanto ser social que é. Apetece até dizer:
«Corre, Marco, dia a dia, contra a doença e pelo teu futuro. Não permitas que Parkinson se apodere de ti! Diz sim à Vida!»