Carlota acha que é uma seca ir para casa dos avós. Lá não há Internet, não pode conversar com os amigos, jogar jogos ou cantar karaoke. É um suplício! Se um fim-de-semana em casa dos avós é assim, duas semanas inteirinhas – com o avô a ver programas da tarde na única televisão da casa e a avó a dar conversa às vizinhas que por ali passam com um pequeno doce para dar rol às suas queixas – serão um martírio. Mas Carlota não tem opção. Como diz a mãe: ou vai ou vai, seja com mala ou só com as roupas do corpo, não há birra que altere a decisão.
Que mal fez Carlota para merecer tal destino?
“Carlota…! Carlota…! Vá lá, Carlota, acorda!
Carlota…Carlota…não faças batota! Toca a acordar, menina!”
De quem será a voz persistente (uma voz de menino?) que insiste em chamar Carlota? Um novo amigo? E poderá esse amigo ajudá-la a convencer a mãe a não ir para casa dos avós?
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