O inesperado encontro com o profano, quando ao ler a Bíblia presumia estar na senda do sagrado, representou para mim não só uma surpresa como também um profundo desencanto.
De facto, as ideias xenófobas, misóginas e esclavagistas, a par da matança indiscriminada de homens, mulheres e crianças, tudo em nome do Senhor, deixou-me nos antípodas do que até então imaginara.
Deus sim! Mas decididamente aquele que a cada instante se revela através de leis perfeitas, eternas e universais. Atente-se, entre outras, na sincronia dos astros, na maravilha do corpo humano ou, tão só, na beleza das flores.
Kant, apodava tais evidências de “Imperativos Categóricos”.
Confesso que as palavras do filósofo, tal como as de outros grandes pensadores que nesta obra menciono, parecem-me bem mais confiáveis que as pretensas inspirações divinas desse passado incerto.
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