Em 1890, Antolin arrasta a esposa, a venusta Alfonsa, carrega dois filhos menores, larga outros dois com os avós maternos e abandona Almeida de Sayago para perseguir o filão da cortiça em Matela, uma aldeia de faunos, atrasada e fisiocrata do Nordeste transmontano.
Estipendiário temerário da indústria corticeira, investe na transformação da cortiça, ousando viver da indústria e do capital em detrimento da terra, uma utopia de duas décadas, feita de êxitos, fracassos, natalidade, morte, falência e debandada.
Na exportação da produção para Sayago, a dois dias de azémola de Matela, convivemos com a economia transfronteiriça e contrabandistas; percorremos os caminhos do contrabando, cruzamos o Douro a vau ou em barcos de passagem.
Espanhol de Sayago exibe-nos a vida rural de avós.
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