Este livro surge do encontro das gavetas entre papéis e demasiadas folhas soltas sob o território interno do poeta nas suas dores de crescimento. Dá-lhe o mote um poema intitulado “esta coisa agora” – a casa e o corpo enquanto gesto, o olhar confinado antes dos olhos recomeçarem depois lentamente a voltar-se para o exterior, a apreciar demoradamente a imagem futura do dia seguinte. Os poemas escritos são uma viagem que habita «no retrato da sala só existe na tua moldura humana» pois «somos convidados a viver no mundo do outro, que passa a ser nosso, quando o lês».
O presente livro, por fim, encontra-se fora de horas muito depois de não o ter sido sequer.
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