Em menina escrevia algo que rimasse, do que me lembro: “O pássaro não canta e eu nem encanto”. Avisavam-me que de versos ninguém vivia, pelo que os escrevia só para mim. Achando um desperdício, se eu os amava e os lia alto para os saborear, por que razão não comungar esta paixão, esta forma de viver tão especial! Pelo que ao chegar tão perto do fim da vida não resisti em comungar o que tanto gostava de ouvir. Eis aqui, portanto, uma coletânea de sonetos que por eles sentia dar mergulhos de satisfação.
Foram duros os tempos em que a autora deste livro viveu. Ainda bem que as bombas não caíram, mas a vida ficou paralisada. Entrou ao serviço do Estado. Mais tarde, por concurso, entrou para uma empresa inovadora também, na comunicação social. Teve a felicidade de ter trabalhos de agrado que lhe preenchiam a sensibilidade, que só quem tivesse alguma noção os poderia executar e ela tinha convivido com isso desde pequena através do seu pai. Poeta, jornalista e autora teatral.
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