A poesia chegou no início da adolescência. O saudoso Mário Castrim, no Juvenil deu-lhe alguns elogios e uns bons puxões de orelha. Feito o 7° ano dos liceus, deu entrada na Universidade da vida. Fez, então, o exame de admissão mergulhando no fogo. Aos 20 anos (1964), estava na Guiné-Bissau em guerra. Foi bancário e, pelo caminho, autodidata e leitor compulsivo, especialmente poesia, ficção e divulgação de ciência. Por razões diversas e timidez, só há poucos anos começou a mostrar a sua poesia. Aos 80 publicou Poemas num mar inquieto, aos 81 Pequena elegia em busca de MOAD, Meditação Irreverente e Do longe e da Ferida, aos 82, Onde ondeiam as ondinas e agora Murmúrios em campo de azedas, aqui neste papiro escripto.






