Entrevista Gonçalo Costa: Uma História Maior que um Erro

A equipa Cordel D’ Prata entrevistou o seu autor Gonçalo Costa, com o objetivo de o conhecer melhor enquanto pessoa e simultaneamente esclarecer alguns dos nossos leitores sobre qual o tema abordado na sua mais recente obra literária: “Uma História Maior que um Erro”. Descubra tudo ao longo desta entrevista!

Quem é Gonçalo Costa?

G.C: Esta é aquela pergunta que normalmente, e para mim, me deixa mais desconfortável. Não porque não saiba quem sou, porque obviamente conheço-me bem demais, mas desde o tempo de escola que sempre preferi que as pessoas me pudessem conhecer para me irem descobrindo e sabendo quem sou. Mas sem fugir ao importante, considero-me um jovem cheio de sonhos, lutador, resiliente, capaz de colocar qualquer pessoa bem disposta, e com muito por fazer e descobrir. Acho que quem me conhece, sabe que eu sou amor, dedicação, sonhador, teimoso e muito dedicado aos meus. Sou o jovem que facilmente ouço o som do mar e fico calmo, sou aquele que houve uma música mais mexida e fico em modo êxtase. Defino-me como um sonhador 8 ou 80. Umas vezes sou tudo, poucas vezes sou nada. 

Quais foram as motivações para a criação deste livro bibliográfico e o que o levou a contar a sua história? 

G.C: Durante muitos anos fui posto à prova. Aquelas situações que ocorrem na noção vida, como a morte de uma avó, um acidente de um pai que fica paraplégico, rejeição, o descontrole emocional, muitos sonhos, mas a dificuldade até nós conseguirmos alcançar objetivos muitas vezes não são conhecidas. Tive sempre um percurso de dedicação, foco e trabalho. Quando confrontado com preconceito, rejeição e uma enorme angústia, vivi uns tempos iludido no mundo das redes sociais e da televisão, que consequentemente me levou a querer fazer este livro. Após um erro tremendo numa tentativa de chamar a atenção dos meus, e principalmente do meu pai, que não tinha contacto com ele fazia muitos anos, decidi que iria desenvolver a minha vida, mudar tudo, e fazer as pessoas perceber que o lugar mais difícil é o do outro. Empatia é algo muito difícil para que todas as pessoas consigam respeitar e pensarem em quem os rodeiam. Sei que o meu livro toca em temas que vai ao encontro de pelo menos uma situação na vida de cada leitor. A maior motivação é o querer mudar, fazer mais e melhor, sonhar e não desistir, pois esse é o caminho mais fácil. 

A separação dos meus pais. A minha história relacionada com a homossexualidade, todo o processo, assim como a homofobia de que fui vítima, que maioria desconhece, pois sempre me levou a ter vergonha. E o ‘abandono’ do meu pai.

Gonçalo Costa

Que temas explora neste livro além das questões biográficas? 

G.C: Achei muito importante, deixar três temas bem vincados, sendo este livro um verdadeiro testemunho da vida real de um jovem. A separação dos meus pais. A minha história relacionada com a homossexualidade, todo o processo, assim como a homofobia de que fui vítima, que maioria desconhece, pois sempre me levou a ter vergonha. E o ‘abandono’ do meu pai. Foi tudo aquilo que posto numa balança, me fazia desequilibrar. E foi um trabalho, e ainda hoje o é, para organizar esses episódios na minha cabeça, e deixá-los arrumados sem que me magoem. Mas é possível. Foi possível. E se eu independentemente do meu percurso consegui e continuo a conseguir conquistar, todos nós teremos essa oportunidade, basta querer.

Esta é a história de muitos outros rapazes, na sua opinião?

G.C: A minha história tem um pedaço de todos que a lerem. Seja pela questão familiar, seja pela questão da sexualidade, ou mesmo pelas redes sociais, que cada vez mais domina o nosso mundo. Sei que quem ler o livro com o sentido de querer descobrir, sem julgar e com um sentido de empatia, irá certamente refletir e pensar que muitas vezes podemos fazer bem e que não nos podemos deixar vencer, tentando ir pelo lado mais fácil e acabarmos por cair em erros que nos podem prejudicar. A nós e aos outros. 

Todos temos uma história, e é isso que devemos de ter sempre na memória.

Gonçalo Costa

Se lhe pedisse para resumir a obra para os nossos leitores em apenas um parágrafo?

G.C: Todos temos uma história, e é isso que devemos de ter sempre na memória. Um erro nunca definiu um ser humano. Maior que qualquer falha, será sempre a coragem de evoluir enquanto ser humano com todas as adversidades que acontecerem neste jogo que é a vida. Quem muda Deus ajuda, e isto é a vida a acontecer. 

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