A cidade afundou-se na terra. Um cinzento doentio plasma-se em cada centímetro deste lugar. Montanhas altíssimas ladeiam a cidade, dando forma a uma pesadíssima claraboia de pedra. A derrocada inevitável significa o enterro de incontáveis vidas. Jaime esperava uma reação exasperada dos colegas e das amigas, Vergílio e Alice, do tio Marco – mas nada. Estão do outro lado do espelho, desamparados e sós. Pouco sabem deste lugar, muito menos como vieram a ele parar.
Romance filosófico principiado no mês de setembro, inicia com Vergílio a retratar a paisagem deformada e com Jaime a redigir a epístola semanal aos progenitores. Tudo está bem, ou pelo menos aparenta. A multidão amorfa de concidadãos sem rosto, as transformações inexplicáveis da cidade, o mocho altivo que a visita, realidades que distam poucas horas deles, em breve compreenderão que não, nem tudo está bem. É preciso mudar. Mas quando? Quando chegará a alvorada de novos sóis?
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