Data da publicação: 22 Agosto, 2024
Páginas: 238
Idioma: Português
ISBN: 9789895797318
Depósito legal: 533207/24
Género: Ficção Literária
Uma janela de madeira velha, azul, e vidros gastos pelo tempo, um, talvez dois séculos; um cadeirão confortável; o som hipnótico de um relógio de parede, testemunha de gerações; a segurança e o aconchego de uma casa de xisto, a serra no horizonte, habitada por sombras. Memórias e recordações. A escola com arquitetura Estado Novo, onde, num rigor de régua e compasso, se aprendeu a ler e a contar. O primeiro beijo, as coisas do coração que desperta, os trabalhos de verão, o mealheiro improvisado na forma daqueles ténis que, na vitrine da loja de desporto, teimavam em ser calçados. A faculdade, o amor verdadeiro, puro, inocente. Um grito brusco de travagem, formas metálicas que se transfiguram, sangue que escorre na estrada, em sentido contrário ao da vida.
Recomeçar. Apaziguar uma alma que sofre. A aldeia infinita e eterna que balança e espera no tempo. Uma viagem fadada a um passado de ternura e reencontros.
Mais do que nós dizermos, é ver por si. Saiba mais aqui.
Pode nos contactar através do número 211 976 670.
Sónia Pires –
Um livro que nos transporta para uma partilha de vida e um sentir inexplicável! A mistura de emoções e a alternância de acontecimentos levam-nos a não querer parar de ler!
Há muitos anos que não lia um livro em menos de 2 dias!
Adorei! Parabéns!
Olga Arrabalde –
Este livro provocou em mim um misto de sentimentos, de emoções… e em alguns momentos rendi-me ao choro, mas de uma forma serena, como quem já não estranha “nada” e aceita tudo.
Senti na pele algumas passagens do livro! Imaginei, sonhei e “quis” até encarnar certas personagens… E é isso mesmo o que um BOM LIVRO consegue fazer em nós – transformar-nos por um certo e determinado tempo.
A vontade de ler capítulo a capítulo, foi enorme! Eu queria perceber a mensagem por inteiro. “Devorei” a leitura sem cansaço e com vontade, como quem sacia a sede com uma bebida prazerosa. Sem dúvida, um “puzzle” bem construído!!
Voltarei a ler este LIVRO com toda a certeza, mas com mais calma… quero saborear cada capítulo, cada parágrafo, cada título. 🙏
A distância e o tempo não apagam memórias, porque há memórias que jamais se apagam.
O “Agora” é a única certeza que temos. Vivamos cada dia dando-nos por inteiro! Não sabemos quanto tempo nos resta nesta “aldeia global”, tão enferma e tão efémera… O mundo precisa de almas boas, de gente sem medo e que arrisca pelo bem!! 💪💪
“A MEMÓRIA DAS RECORDAÇÕES” é sem dúvida um EXCELENTE LIVRO!!… 👈😍
OS MEUS PARABÉNS E UM ENORME OBRIGADA AO AUTOR “GONÇALO RAMOS”!!… 👏👏👏
Fatima caiola –
Achei toda a história extraordinária.
Uma profunda reflexão sobre quem fomos e para onde vamos.
Parabéns!
Donatella Cialoni –
Um livro fascinante, estilisticamente refinado e com uma escrita “poética” que envolve o leitor graças às inúmeras sugestões, reflexões e emoções que suscita durante o relato de uma longa viagem.
O fluxo contínuo do pensamento liga eventos, sentimentos e lembranças distantes no espaço e no tempo, afastando-se do gênero descritivo de moldes tradicionais, demasiadamente frequentado pelos escritores, caracterizado pela habitual sucessão linear dos eventos e pela progressão ordenada dos fatos.
A estrutura narrativa, guiada pelo “poder da memória”, insere-se, assim, na cultura literária internacional que vai de Proust a Joyce e aos mais significativos mestres contemporâneos.
A aparente casualidade no desenrolar da estória, a percepção alterada do tempo, a narração em retrospectiva, comandada pela intensidade e pelo valor das recordações – evocadas pelo prepotente querer do inconsciente – reproduzem a complexidade, o estilhaçamento e a desordem do presente, rachando a nossa visão da realidade.
A escrita, fortemente emocional, exprime o “tempo subjetivo”, interior, forte, profundo, desvinculado do fluxo do “tempo objetivo”, e vive apenas na vontade de “reconectar” pedaços de vida, medos, amores, dramas e eventos que, do contrário, acabariam perdidos, desaparecidos para sempre, deixando apenas um vazio nebuloso.
Mas, eles ressurgem inesperadamente, a partir de um detalhe, do eco de uma melodia ou de um perfume distante. Da visão de um vestígio. Retalhos.
A força devastadora da morte privou o protagonista de pessoas queridas. Toda a sua vida será perpassada pela nostalgia, um fio escuro que corre nas entrelinhas.
Mas a “saudade” do autor é densa, profunda, constante. Existencial.
Tudo se transforma num instante.
Doenças, acidentes, o “tempo insensato” da guerra, o acaso ou o destino desestabilizam a existência. Experiências passadas deixam marcas profundas.
Sensações que também ressoam em todos nós leitores, já vítimas de um substancial desassossego que mina certezas e valores. E que se projeta na produção artística de quase todos os gêneros, que não pode deixar de considerar as mudanças históricas e sociais.
Um belo livro, este, não por acaso dedicado “aos que sobrevivem na solidão deste insano e estranho mundo”. A vocês, a leitura.
4 avaliações de A Memória das Recordações
Sónia Pires –
Um livro que nos transporta para uma partilha de vida e um sentir inexplicável! A mistura de emoções e a alternância de acontecimentos levam-nos a não querer parar de ler!
Há muitos anos que não lia um livro em menos de 2 dias!
Adorei! Parabéns!
Olga Arrabalde –
Este livro provocou em mim um misto de sentimentos, de emoções… e em alguns momentos rendi-me ao choro, mas de uma forma serena, como quem já não estranha “nada” e aceita tudo.
Senti na pele algumas passagens do livro! Imaginei, sonhei e “quis” até encarnar certas personagens… E é isso mesmo o que um BOM LIVRO consegue fazer em nós – transformar-nos por um certo e determinado tempo.
A vontade de ler capítulo a capítulo, foi enorme! Eu queria perceber a mensagem por inteiro. “Devorei” a leitura sem cansaço e com vontade, como quem sacia a sede com uma bebida prazerosa. Sem dúvida, um “puzzle” bem construído!!
Voltarei a ler este LIVRO com toda a certeza, mas com mais calma… quero saborear cada capítulo, cada parágrafo, cada título. 🙏
A distância e o tempo não apagam memórias, porque há memórias que jamais se apagam.
O “Agora” é a única certeza que temos. Vivamos cada dia dando-nos por inteiro! Não sabemos quanto tempo nos resta nesta “aldeia global”, tão enferma e tão efémera… O mundo precisa de almas boas, de gente sem medo e que arrisca pelo bem!! 💪💪
“A MEMÓRIA DAS RECORDAÇÕES” é sem dúvida um EXCELENTE LIVRO!!… 👈😍
OS MEUS PARABÉNS E UM ENORME OBRIGADA AO AUTOR “GONÇALO RAMOS”!!… 👏👏👏
Fatima caiola –
Achei toda a história extraordinária.
Uma profunda reflexão sobre quem fomos e para onde vamos.
Parabéns!
Donatella Cialoni –
Um livro fascinante, estilisticamente refinado e com uma escrita “poética” que envolve o leitor graças às inúmeras sugestões, reflexões e emoções que suscita durante o relato de uma longa viagem.
O fluxo contínuo do pensamento liga eventos, sentimentos e lembranças distantes no espaço e no tempo, afastando-se do gênero descritivo de moldes tradicionais, demasiadamente frequentado pelos escritores, caracterizado pela habitual sucessão linear dos eventos e pela progressão ordenada dos fatos.
A estrutura narrativa, guiada pelo “poder da memória”, insere-se, assim, na cultura literária internacional que vai de Proust a Joyce e aos mais significativos mestres contemporâneos.
A aparente casualidade no desenrolar da estória, a percepção alterada do tempo, a narração em retrospectiva, comandada pela intensidade e pelo valor das recordações – evocadas pelo prepotente querer do inconsciente – reproduzem a complexidade, o estilhaçamento e a desordem do presente, rachando a nossa visão da realidade.
A escrita, fortemente emocional, exprime o “tempo subjetivo”, interior, forte, profundo, desvinculado do fluxo do “tempo objetivo”, e vive apenas na vontade de “reconectar” pedaços de vida, medos, amores, dramas e eventos que, do contrário, acabariam perdidos, desaparecidos para sempre, deixando apenas um vazio nebuloso.
Mas, eles ressurgem inesperadamente, a partir de um detalhe, do eco de uma melodia ou de um perfume distante. Da visão de um vestígio. Retalhos.
A força devastadora da morte privou o protagonista de pessoas queridas. Toda a sua vida será perpassada pela nostalgia, um fio escuro que corre nas entrelinhas.
Mas a “saudade” do autor é densa, profunda, constante. Existencial.
Tudo se transforma num instante.
Doenças, acidentes, o “tempo insensato” da guerra, o acaso ou o destino desestabilizam a existência. Experiências passadas deixam marcas profundas.
Sensações que também ressoam em todos nós leitores, já vítimas de um substancial desassossego que mina certezas e valores. E que se projeta na produção artística de quase todos os gêneros, que não pode deixar de considerar as mudanças históricas e sociais.
Um belo livro, este, não por acaso dedicado “aos que sobrevivem na solidão deste insano e estranho mundo”. A vocês, a leitura.