Data da publicação: 3 Janeiro, 2022
Páginas: 126
Idioma: Português
ISBN: 9789899085633
Depósito legal: 491691/21
Género: Ficção Literária
Depois de ser diagnosticado com um tumor em fase terminal, M.S. testemunha o absurdo da inexorável certeza da morte. Mais do que as dores físicas, M.S. vê-se envolto num intrincado terror psicológico, com o qual decide não lutar. Em segredo, recorre à morte medicamente assistida, recentemente promulgada no país, para pôr termo ao seu sofrimento – empresa a que se autorrefere como o projeto.
Quando tudo está programado para se consumar, ele irá confrontar-se com uma miríade de episódios – como o encontro de despedida do filho ou a visita a Joaquim ao hospital – que porão à prova a sua contumaz decisão.
Neste frenético epílogo da sua vida, M.S. será conduzido, talvez pela primeira vez, a uma profunda reflexão sobre o amor, a arte, a alma humana, a vida e a própria morte.
Mais do que nós dizermos, é ver por si. Saiba mais aqui.
Pode nos contactar através do número 211 976 670.
Sara Marinho –
Em termos absolutos, uma das melhores obras da literatura contemporânea.
A narrativa é muito equilibrada e fluida, com o toque de um preciso pincel descritivo, suficientemente figurativo mas, também, emocional e, por vezes, até carnal; não há detalhe nem observação fortuitos, tudo tem uma finalidade precisa na construção de um enredo que se adensa até ao culminar; são tecidas interessantes dissertações sobre temas políticos e culturais, sem ganharem demasiado peso, nem se perder o fio narrativo, apenas encaixando perfeitamente nele; é feita a utilização de um léxico diversificado que, pessoalmente, sempre prezei, tanto enquanto leitora, como nos meus próprios textos, que “faz os meus olhos brilhar”, enquanto apaixonada pela língua portuguesa.
O rigor técnico-científico trazido pelo farmacêutico encaixa na perfeição na sensibilidade de um poeta, que com as palavras pinta um cenário que, sendo lúgubre e mórbido, não deixa de ter vida por dentro, não deixa de ter cor, pleno de identidade moral e filosófica.
A inexorável voracidade do tempo vai fazendo sentir a sua pressão ao longo da narrativa, “empurrando-nos” para um culminar que se anuncia desde a primeira página. Não obstante, o clímax sofre uma reviravolta imprevisível, que surpreende e constrói uma conclusão muito coerente, interessante e conciliadora.
Uma enorme sensibilidade artística, profundidade emocional, cultural e respeito pela língua portuguesa.
Gustavo Godinho –
Uma obra repleta de passagens efémeras sobre a vida do personagem. Onde se alavancam conflitos de amor entre os seus entes mais queridos. Mas sobrepõe-se a insignificância.
2 avaliações de Eu, Thanatos
Sara Marinho –
Em termos absolutos, uma das melhores obras da literatura contemporânea.
A narrativa é muito equilibrada e fluida, com o toque de um preciso pincel descritivo, suficientemente figurativo mas, também, emocional e, por vezes, até carnal; não há detalhe nem observação fortuitos, tudo tem uma finalidade precisa na construção de um enredo que se adensa até ao culminar; são tecidas interessantes dissertações sobre temas políticos e culturais, sem ganharem demasiado peso, nem se perder o fio narrativo, apenas encaixando perfeitamente nele; é feita a utilização de um léxico diversificado que, pessoalmente, sempre prezei, tanto enquanto leitora, como nos meus próprios textos, que “faz os meus olhos brilhar”, enquanto apaixonada pela língua portuguesa.
O rigor técnico-científico trazido pelo farmacêutico encaixa na perfeição na sensibilidade de um poeta, que com as palavras pinta um cenário que, sendo lúgubre e mórbido, não deixa de ter vida por dentro, não deixa de ter cor, pleno de identidade moral e filosófica.
A inexorável voracidade do tempo vai fazendo sentir a sua pressão ao longo da narrativa, “empurrando-nos” para um culminar que se anuncia desde a primeira página. Não obstante, o clímax sofre uma reviravolta imprevisível, que surpreende e constrói uma conclusão muito coerente, interessante e conciliadora.
Uma enorme sensibilidade artística, profundidade emocional, cultural e respeito pela língua portuguesa.
Gustavo Godinho –
Uma obra repleta de passagens efémeras sobre a vida do personagem. Onde se alavancam conflitos de amor entre os seus entes mais queridos. Mas sobrepõe-se a insignificância.