Eugène Delacroix trabalha num fresco idealizado por Charles Le Brun para a Galeria dos Reis, no Museu do Louvre. É então que conhece um jovem de beleza apolínea.
Os encontros do rapaz com o mestre, no estúdio de Delacroix, dão lugar a uma relação que extrapolará a mera relação pintor-modelo.
Mas o jovem exibe já sinais crescentes do mal do século, a tísica, o que porá em causa a finalização do projeto do famoso pintor.
Este romance, escrito a várias vozes, é dado à pena pelo escritor-narrador Charles Baudelaire, simultaneamente poeta e crítico de arte.
Nasceu tripeiro, cresceu tripeiro. Conhece lugares maravilhosos nas inúmeras viagens que faz. Teve tempo para concluir Línguas e Literaturas Modernas e ainda para obter um diploma de Estudos Avançados em Estudos Portugueses. É professor. Aprecia estar sentado à lareira, de pantufas nos pés e um livro nos joelhos. Gosta muito de Jorge Amado, Pablo Neruda, García Lorca. Não esquece Balzac nem Flaubert nem Maupassant. Mas do que mais gosta mesmo é do José, do Eduardo, do Miguel e do Abel.
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