Rusga

15,00

Dados da obra

Data da publicação: 3 Setembro, 2020

Páginas: 82

Idioma: Português

ISBN: 9789899003712

Depósito legal: 472618/20

Género:

Conheça um pouco da história

Sinopse

Há livros amplos e claros como avenidas. E há livros estreitos e escuros como túneis, que desenham na espessura do solo uma realidade paralela à das avenidas. É por esses túneis que se movem os contrabandistas, que trocam, deturpam e criam palavras. E, às vezes, sobretudo quando têm de fugir, deixam cair algumas. Depois de várias rusgas a esses túneis sombrios, o autor mostra o que resultou da combinação dessas palavras esquecidas e desgarradas − retalhos de prosa poética, alguns ofuscantes como flashes, outros incómodos como premonições, mas todos plenos de vocábulos desertores, transumantes e insurgentes.

Conheça o autor

Desde 1976 a fracassar em várias frentes, precisou de ser pai em 2010 para perceber que era capaz de grandes obras. Actualmente tenta conciliar vários cargos: filho, pai, irmão, marido e médico. Reparte a sua vida entre Leça da Palmeira e a galáxia MACS1149-JD1. Tem contribuído para grandes catástrofes, como o aquecimento global, mas tem-se conseguido manter à margem do Acordo Ortográfico de 1990. 

Descubra

Opinião de Leitores

3 Comentários

3 avaliações de Rusga

  1. Maria Fernanda Souto Castro Maia

    Quando li “Rusga” senti que entrava na intimidade do autor.
    Mexeu com as minhas emoções.
    É um livro para ler , colocar na estante e reler de vez em quando.
    A mim marcou-me.
    Fico contente por saber que o autor tem alguém que lhe transforma as penas em asas.
    Aguardo o próximo, espero que não demore muito.

  2. João Barradas (proprietário verificado)

    O universo tende para a entropia, desde a explosão inicial. Como elementos integrantes, os seres humanos acompanham essa desordem e vivem com ela, hipnotizados pela aparente ordem social. Até que, por obra de um estalido mágico, acordam de um torpor idílico. Nesse estado, sem chão, o Homem inicia uma caça a gambozinos da vida, num turbilhão de emoções e dilemas.

    Condensando esse aglomerado de pensamentos, o autor reúne um conjunto de vinhetas sobre encontros e desencontros de um quotidiano desafiante. Alguns alegram, outros entristecem; alguns permitem recarregar baterias, outros consomem todas as energias, até perder o chão. Nesses altos e baixos, assume-se um estatuto de anjo caído, entre o fascínio de uma poeira estelar e a sujeira de uma ruela carregada de morte. Sem nunca esquecer a metafísica que a Lei de Lavoisier encerra.

    Sem construtor enredos de historietas, estas reflexões ou lembranças estendidas são abrilhantadas por uma prosa lírica, com algumas imagens convincentes. Qual turista do “Museu da Vida”, o leitor foca os diferentes quadros – alguns meros postais, outras obras mais elaboradas. Ainda assim, fica a vontade de algo mais – uma sede de palavras. Espero que o autor prossiga na refrega – eu cá estarei para a observar e (de)bater!

  3. Pedro Moço

    Neste livro, cada poema em prosa é um fruto maduro que podemos saborear, ora doce, ora ácido. Mas sempre deixando-nos sumo a escorrer pelo queixo, supremo deleite. São viagens interiores, de uma complexidade tão grande que se tornam simples. São momentos viscerais, interiores, que nos ligam irremediavelmente ao autor ou nos ligam á humanidade como um todo, pois todos partilhamos as mesmas dores e alegrias. Um belo primeiro livro, que recomendo.

Adicionar uma avaliação

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Somos a editora certa?

Mais do que nós dizermos, é ver por si. Saiba mais aqui.

Precisa de ajuda?

Pode nos contactar através do número ‭211 976 670‬.

Procurar

Partilhe a sua opinião

3 avaliações de Rusga

  1. Maria Fernanda Souto Castro Maia

    Quando li “Rusga” senti que entrava na intimidade do autor.
    Mexeu com as minhas emoções.
    É um livro para ler , colocar na estante e reler de vez em quando.
    A mim marcou-me.
    Fico contente por saber que o autor tem alguém que lhe transforma as penas em asas.
    Aguardo o próximo, espero que não demore muito.

  2. João Barradas (proprietário verificado)

    O universo tende para a entropia, desde a explosão inicial. Como elementos integrantes, os seres humanos acompanham essa desordem e vivem com ela, hipnotizados pela aparente ordem social. Até que, por obra de um estalido mágico, acordam de um torpor idílico. Nesse estado, sem chão, o Homem inicia uma caça a gambozinos da vida, num turbilhão de emoções e dilemas.

    Condensando esse aglomerado de pensamentos, o autor reúne um conjunto de vinhetas sobre encontros e desencontros de um quotidiano desafiante. Alguns alegram, outros entristecem; alguns permitem recarregar baterias, outros consomem todas as energias, até perder o chão. Nesses altos e baixos, assume-se um estatuto de anjo caído, entre o fascínio de uma poeira estelar e a sujeira de uma ruela carregada de morte. Sem nunca esquecer a metafísica que a Lei de Lavoisier encerra.

    Sem construtor enredos de historietas, estas reflexões ou lembranças estendidas são abrilhantadas por uma prosa lírica, com algumas imagens convincentes. Qual turista do “Museu da Vida”, o leitor foca os diferentes quadros – alguns meros postais, outras obras mais elaboradas. Ainda assim, fica a vontade de algo mais – uma sede de palavras. Espero que o autor prossiga na refrega – eu cá estarei para a observar e (de)bater!

  3. Pedro Moço

    Neste livro, cada poema em prosa é um fruto maduro que podemos saborear, ora doce, ora ácido. Mas sempre deixando-nos sumo a escorrer pelo queixo, supremo deleite. São viagens interiores, de uma complexidade tão grande que se tornam simples. São momentos viscerais, interiores, que nos ligam irremediavelmente ao autor ou nos ligam á humanidade como um todo, pois todos partilhamos as mesmas dores e alegrias. Um belo primeiro livro, que recomendo.

Adicionar uma avaliação

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *