Detidos – alguns por mais de 20 anos – sem acesso a um advogado ou a um tribunal competente onde pudessem questionar a legalidade da sua detenção e do estatuto que lhes fora atribuído, os prisioneiros do campo de detenção de Guantánamo são o reflexo de uma política baseada no unilateralismo e numa crença de supremacia legal perpetuada pelo governo de George W. Bush. Esta obra de investigação evidencia que, ao contrário do propagado pelo Executivo norte-americano, não existem buracos negros na lei…apenas países que optam por contorná-la. A gravidade acresce quando esses países – no caso concreto, os EUA – se colocam no pódio da promoção e defesa dos direitos humanos, apontando o dedo a outras Nações. Será, então, correto continuar a entoar orgulhosamente a frase “the land of the free“, quando se manteve em cativeiro cerca de 780 pessoas às quais foram negados direitos básicos fundamentais?
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