Data da publicação: 24 Dezembro, 2025
Páginas: 434
Idioma: Português
ISBN: 9789897902949
Depósito legal: 557382/25
Género: Fantasia
Durante duzentos anos, a humanidade acreditou viver num paraíso — sem fome, sem doenças, sem miséria, sem guerra.
O preço dessa paz? Todos os guerreiros, rebeldes e agentes da lei foram banidos para o Submundo — um abismo esquecido sob a superfície.
Mas dois séculos de silêncio apenas alimentaram a vingança.
Agora, eles regressam. E o mundo não está preparado.
No caos, as corporações erguem-se como salvadoras, apresentando um novo tipo de herói: mercenários que lutam não por bandeira, mas por quem pagar mais.
Entre eles, emerge um jovem dividido entre o dever e a sobrevivência — aquele que poderá ser o campeão de uma nova era… ou o prenúncio da sua ruína.
Após duzentos anos de paz ilusória, War Unlimited vai começar.
Mais do que nós dizermos, é ver por si. Saiba mais aqui.
Pode nos contactar através do número 211 976 670.
Raquel Ferreira –
O autor transporta-nos para uma sociedade utópica, onde tudo o que é bom prevalece e o mau é mandado para debaixo de terra. Mas como “tudo o que é bom acaba depressa”, a guerra acontece e entramos assim numa história de fantasia épica, quase sempre com momentos de ação a decorrer e onde os momentos mais burocráticos ou por vezes simples, são também escritos de uma forma fluída, quase como se estivéssemos num jogo a ver tudo desenrolar-se. Tem todo o tipo de personagens de um mundo fantástico, desde elfos e anões, a grifos e híbridos.
As personagens possuem na sua maioria um caráter forte e determinado. Apesar de todas as personagens serem bastante importantes na história, levo no meu coração o pequeno Fabian e a doce Eleanor. Aguardo ansiosamente pela continuação!
Ricardo Barbosa –
E se a paz do mundo existisse… apenas porque os guerreiros foram banidos?
Durante duzentos anos, a humanidade acreditou viver num paraíso: sem fome, sem doença e sem guerra. Mas essa paz teve um preço. Todos os guerreiros, rebeldes e agentes da lei foram banidos para o Submundo. Agora, depois de séculos de silêncio, eles regressam… e o mundo não está preparado.
Neste universo que mistura fantasia e distopia, surgem corporações prontas a assumir o controlo do caos e um novo tipo de herói: mercenários que lutam por quem pagar mais. No meio disto tudo, acompanhamos um jovem dividido entre o dever e a sobrevivência.
O que mais me conquistou foi o mundo criado. Nota-se muito trabalho e imaginação por trás deste universo, cheio de ideias e possibilidades para os próximos livros.
Ao mesmo tempo, houve momentos em que senti muita informação a chegar de uma vez, o que pode tornar algumas partes um pouco confusas. Mas sendo o primeiro livro de uma série, percebe-se que muita coisa ainda está a ser construída.
Tive também a oportunidade de estar no lançamento do autor, o que tornou esta leitura ainda mais especial. Para um primeiro livro, vê-se claramente o potencial deste mundo para crescer nos próximos volumes.
✔️ Para quem é:
• Fãs de fantasia com worldbuilding forte
• Quem gosta de sagas que vão crescendo ao longo de vários livros
❌ Pode não ser para:
• Quem prefere histórias mais simples ou totalmente fechadas num só volume
Às vezes, o primeiro livro não responde a tudo… mas abre a porta para um universo maior.
Um mundo muito bem pensado e cheio de potencial, mesmo que por vezes fique um pouco denso.
Hélder Teixeira Aguiar –
Procuram um livro de fantasia com um universo próprio, ao estilo Senhor dos Anéis, escrito por um escritor lusófono? War Unlimited Vol. 1 corresponde a esse desígnio e marca uma estreia muito competente do meu amigo Mário Pereira.
Neste universo paralelo, a humanidade relegou para o “submundo” todos os atores da guerra, dos comandantes supremos aos guerreiros de armas de punho. Seguiu-se uma paz de 200 anos, sem guerras, sem fome, até sem doenças, porém, como seria de esperar, revelou-se transitória.
Encontrámos um leque de personagens muito diversificado: um “escolhido” de poucas conversas e que parte bules sem querer, uma elfa albina que esconde um dos olhos e pede desculpa por sorrir, um órfão do circo que engana bandidos com graçolas, uma guerreira que troca de lado quando uma criança a puxa pelo casaco e uma velha que serve ovos escalfados e sabe coisas demais. Há uma árvore colossal, da qual todos dependem; jogos, intrigas, e com isso, inevitavelmente, vêm à tona comparações óbvias com a nossa própria sociedade. Longe de ser panfletária, há uma crítica social subjacente.
O mais curioso desta obra, talvez o que lhe dê um brilho especial, é que o Mário Pereira iniciou a escrita deste livro ainda em adolescente, quase como brincadeira. Muitos dos personagens são inspirados nos próprios amigos da turma. É óbvio que este livro não é perfeito, um ou outro personagem é um pouco idealizado e a estrutura narrativa ali a meio precisava de mais incerteza e imprevisibilidade, mas os eventos são interessantes, os diálogos são globalmente cativantes, as pistas são bem plantadas e prosa é competente, por vezes imagética:
“Os dedos cravavam-se na pedra, a pele rasgava-se, o sangue escorria devagar pelos nós dos dedos até se misturar com a resina esverdeada. O brilho da seiva iluminava cada gota antes de a consumir.”
Gostei particularmente do final, foi talvez o momento mais inesperado e original. Tem uma identidade própria, eleva toda a obra e deixa entrever um promissor segundo volume. Creio que o Mário pode surpreender ainda mais no próximo.
“Deuses são criaturas frívolas, vaidosas, disputando cultos e os corações que deviam nutrir…”
João Coelho –
War Unlimited é daqueles livros que não pede licença ao leitor — atira-nos diretamente para um mundo que já está em colapso e diz: agora desenrasca-te.
Durante duzentos anos, a humanidade acreditou ter alcançado a utopia: sem fome, sem doenças, sem crime, sem guerra. Mas essa paz foi construída de forma brutal — exilando todos os guerreiros, rebeldes e agentes da lei para o Submundo. A violência não foi erradicada; foi simplesmente empurrada para debaixo do tapete.
E como sempre… o tapete começa a mexer.
Este primeiro volume apresenta-nos Cyfandir, um mundo onde as corporações têm mais poder do que os governos, onde a guerra é um serviço contratado e onde os mercenários são ferramentas descartáveis. Não há heróis clássicos aqui — há pessoas a sobreviver num sistema que as esmaga enquanto finge protegê-las.
O grande trunfo de War Unlimited está no seu worldbuilding. O autor constrói um universo denso, credível e ambicioso, onde a política, a economia, a guerra e a magia antiga coexistem de forma orgânica. Nada parece colocado “só porque sim”. Há uma sensação constante de que este mundo existia antes da história começar — e vai continuar depois de fecharmos o livro.
A narrativa não é simples nem linear, e isso é um elogio. Este não é um livro que segura o leitor pela mão. Pelo contrário: exige atenção, paciência e envolvimento. Mas quem aceita o desafio é recompensado com uma estória que cresce em escala, tensão e complexidade a cada capítulo.
Outro ponto forte é o conflito moral. War Unlimited não oferece respostas fáceis. A paz é realmente paz se for mantida pela exclusão? A guerra pode ser justificada quando se transforma num negócio? Onde termina a responsabilidade individual e começa a culpa do sistema? Estas perguntas estão sempre presentes, mesmo quando a ação toma conta da página.
Este é claramente um primeiro volume — há personagens que ainda estão a ser posicionadas, conflitos que só agora começam a revelar o seu verdadeiro peso e mistérios que prometem escalar de forma brutal nos livros seguintes. Ainda assim, o impacto é real, e o final deixa claro que isto está apenas a começar… e vai crescer muito.
War Unlimited é fantasia épica adulta, ambiciosa e sem medo de ser densa. Não é para quem procura algo leve ou rápido, mas é absolutamente indicada para leitores que gostam de mundos complexos, intriga política, guerra sem romantização e histórias que confiam na inteligência de quem lê.
Fico mais do que curioso para continuar esta saga — porque quando a guerra deixa de ter limites, as consequências raramente são pequenas.
4 avaliações de War Unlimited Vol. 1
Raquel Ferreira –
O autor transporta-nos para uma sociedade utópica, onde tudo o que é bom prevalece e o mau é mandado para debaixo de terra. Mas como “tudo o que é bom acaba depressa”, a guerra acontece e entramos assim numa história de fantasia épica, quase sempre com momentos de ação a decorrer e onde os momentos mais burocráticos ou por vezes simples, são também escritos de uma forma fluída, quase como se estivéssemos num jogo a ver tudo desenrolar-se. Tem todo o tipo de personagens de um mundo fantástico, desde elfos e anões, a grifos e híbridos.
As personagens possuem na sua maioria um caráter forte e determinado. Apesar de todas as personagens serem bastante importantes na história, levo no meu coração o pequeno Fabian e a doce Eleanor. Aguardo ansiosamente pela continuação!
Ricardo Barbosa –
E se a paz do mundo existisse… apenas porque os guerreiros foram banidos?
Durante duzentos anos, a humanidade acreditou viver num paraíso: sem fome, sem doença e sem guerra. Mas essa paz teve um preço. Todos os guerreiros, rebeldes e agentes da lei foram banidos para o Submundo. Agora, depois de séculos de silêncio, eles regressam… e o mundo não está preparado.
Neste universo que mistura fantasia e distopia, surgem corporações prontas a assumir o controlo do caos e um novo tipo de herói: mercenários que lutam por quem pagar mais. No meio disto tudo, acompanhamos um jovem dividido entre o dever e a sobrevivência.
O que mais me conquistou foi o mundo criado. Nota-se muito trabalho e imaginação por trás deste universo, cheio de ideias e possibilidades para os próximos livros.
Ao mesmo tempo, houve momentos em que senti muita informação a chegar de uma vez, o que pode tornar algumas partes um pouco confusas. Mas sendo o primeiro livro de uma série, percebe-se que muita coisa ainda está a ser construída.
Tive também a oportunidade de estar no lançamento do autor, o que tornou esta leitura ainda mais especial. Para um primeiro livro, vê-se claramente o potencial deste mundo para crescer nos próximos volumes.
✔️ Para quem é:
• Fãs de fantasia com worldbuilding forte
• Quem gosta de sagas que vão crescendo ao longo de vários livros
❌ Pode não ser para:
• Quem prefere histórias mais simples ou totalmente fechadas num só volume
Às vezes, o primeiro livro não responde a tudo… mas abre a porta para um universo maior.
Um mundo muito bem pensado e cheio de potencial, mesmo que por vezes fique um pouco denso.
Hélder Teixeira Aguiar –
Procuram um livro de fantasia com um universo próprio, ao estilo Senhor dos Anéis, escrito por um escritor lusófono? War Unlimited Vol. 1 corresponde a esse desígnio e marca uma estreia muito competente do meu amigo Mário Pereira.
Neste universo paralelo, a humanidade relegou para o “submundo” todos os atores da guerra, dos comandantes supremos aos guerreiros de armas de punho. Seguiu-se uma paz de 200 anos, sem guerras, sem fome, até sem doenças, porém, como seria de esperar, revelou-se transitória.
Encontrámos um leque de personagens muito diversificado: um “escolhido” de poucas conversas e que parte bules sem querer, uma elfa albina que esconde um dos olhos e pede desculpa por sorrir, um órfão do circo que engana bandidos com graçolas, uma guerreira que troca de lado quando uma criança a puxa pelo casaco e uma velha que serve ovos escalfados e sabe coisas demais. Há uma árvore colossal, da qual todos dependem; jogos, intrigas, e com isso, inevitavelmente, vêm à tona comparações óbvias com a nossa própria sociedade. Longe de ser panfletária, há uma crítica social subjacente.
O mais curioso desta obra, talvez o que lhe dê um brilho especial, é que o Mário Pereira iniciou a escrita deste livro ainda em adolescente, quase como brincadeira. Muitos dos personagens são inspirados nos próprios amigos da turma. É óbvio que este livro não é perfeito, um ou outro personagem é um pouco idealizado e a estrutura narrativa ali a meio precisava de mais incerteza e imprevisibilidade, mas os eventos são interessantes, os diálogos são globalmente cativantes, as pistas são bem plantadas e prosa é competente, por vezes imagética:
“Os dedos cravavam-se na pedra, a pele rasgava-se, o sangue escorria devagar pelos nós dos dedos até se misturar com a resina esverdeada. O brilho da seiva iluminava cada gota antes de a consumir.”
Gostei particularmente do final, foi talvez o momento mais inesperado e original. Tem uma identidade própria, eleva toda a obra e deixa entrever um promissor segundo volume. Creio que o Mário pode surpreender ainda mais no próximo.
“Deuses são criaturas frívolas, vaidosas, disputando cultos e os corações que deviam nutrir…”
João Coelho –
War Unlimited é daqueles livros que não pede licença ao leitor — atira-nos diretamente para um mundo que já está em colapso e diz: agora desenrasca-te.
Durante duzentos anos, a humanidade acreditou ter alcançado a utopia: sem fome, sem doenças, sem crime, sem guerra. Mas essa paz foi construída de forma brutal — exilando todos os guerreiros, rebeldes e agentes da lei para o Submundo. A violência não foi erradicada; foi simplesmente empurrada para debaixo do tapete.
E como sempre… o tapete começa a mexer.
Este primeiro volume apresenta-nos Cyfandir, um mundo onde as corporações têm mais poder do que os governos, onde a guerra é um serviço contratado e onde os mercenários são ferramentas descartáveis. Não há heróis clássicos aqui — há pessoas a sobreviver num sistema que as esmaga enquanto finge protegê-las.
O grande trunfo de War Unlimited está no seu worldbuilding. O autor constrói um universo denso, credível e ambicioso, onde a política, a economia, a guerra e a magia antiga coexistem de forma orgânica. Nada parece colocado “só porque sim”. Há uma sensação constante de que este mundo existia antes da história começar — e vai continuar depois de fecharmos o livro.
A narrativa não é simples nem linear, e isso é um elogio. Este não é um livro que segura o leitor pela mão. Pelo contrário: exige atenção, paciência e envolvimento. Mas quem aceita o desafio é recompensado com uma estória que cresce em escala, tensão e complexidade a cada capítulo.
Outro ponto forte é o conflito moral. War Unlimited não oferece respostas fáceis. A paz é realmente paz se for mantida pela exclusão? A guerra pode ser justificada quando se transforma num negócio? Onde termina a responsabilidade individual e começa a culpa do sistema? Estas perguntas estão sempre presentes, mesmo quando a ação toma conta da página.
Este é claramente um primeiro volume — há personagens que ainda estão a ser posicionadas, conflitos que só agora começam a revelar o seu verdadeiro peso e mistérios que prometem escalar de forma brutal nos livros seguintes. Ainda assim, o impacto é real, e o final deixa claro que isto está apenas a começar… e vai crescer muito.
War Unlimited é fantasia épica adulta, ambiciosa e sem medo de ser densa. Não é para quem procura algo leve ou rápido, mas é absolutamente indicada para leitores que gostam de mundos complexos, intriga política, guerra sem romantização e histórias que confiam na inteligência de quem lê.
Fico mais do que curioso para continuar esta saga — porque quando a guerra deixa de ter limites, as consequências raramente são pequenas.