10 Maio, 2020

Ana Salgueiro: “Quero influenciar as pessoas a amarem-se mais, tal como são”

Publicado em plena altura de isolamento social, o livro P.S: Ama-te está a ser um verdadeiro sucesso na casa dos portugueses! Ana Salgueiro, autora do blog que deu origem ao livro, orgulha-se de cumprir a sua principal missão com a escrita: acrescentar um pouco mais de amor a cada leitor. A escrita começou muito cedo na vida desta autora que se foca em temas como o amor-próprio e o relacionamento pessoal. Com largas centenas de livros vendidos, Ana Salgueiro dá-se a conhecer um pouco mais aos leitores…

Esta é uma fase para falarmos de amor?

Sem dúvida. Esta pandemia é o momento certo para falarmos de amor, de compaixão, sobre o ajudar os outros porque é o que se deve fazer. Não é altura para o egoísmo, não é altura para abandonar quem mais precisa. É a altura certa para todos aprendermos a sermos mais por todos, ou seja, é a altura para aprendermos a ajudar sem esperar algo em troca, é altura de amar e de saber amar. As saudades têm sempre um efeito muito bom nas pessoas. E agora, é a hora de amar e de ajudar!

Comecei a desabafar por palavras, pois é uma terapia, e ajuda imenso. 

Ana Salgueiro

Em que altura da sua vida sentiu necessidade de começar a escrever?

Eu sempre gostei de escrever, mas passei alguns anos a guardar tudo só para mim, sem desabafar por palavras. Talvez porque era a minha maneira de lidar com tudo por que estava a passar, para não sentir em pleno. Mas claro que comecei a acumular e quando a vida voltou a fazer das suas, comecei a desabafar por palavras, pois é uma terapia, e ajuda imenso. 

O que é que podemos encontrar em P.S: Ama-te?

Podem encontrar uma palavra amiga para os dias menos bons. Uma força extra para os dias em que falta a força. Uma motivação para ir em frente e lutar pelo que se quer. Uma chamada de atenção para a importância do amor-próprio e o quanto prejudicial é deixá-lo de parte. Um alerta de que nada é garantido na vida e como tal, é preciso dar a devida importância a tudo que faz bem e feliz!

De que forma é que este livro deve influenciar a vida das pessoas?

O meu maior objectivo com este livro, é ajudar as pessoas, a alimentar o amor-próprio e a mantê-lo sempre por perto. Quero alimentar os dias dos meus leitores, com uma boa dose de motivação, com a importância das coisas simples da vida. Para serem melhores pessoas por elas mesmas. Quero influenciar as pessoas a amarem-se mais, tal como são. Em acreditarem nelas mesmas, quando tudo está virado do avesso. Em perceberem que é perfeitamente normal terem um dia mau, passarem por uma fase menos boa. Para se esforçarem de maneira a  conseguirem alcançar os seus objectivos, os seus sonhos. Têm é que trabalhar por isso, todos os dias, mesmo que outros digam que não vão conseguir, é ir em frente.  A vida é demasiado valiosa para ser colocada em standby, para deixar de ser valorizada.

Uma chamada de atenção para a importância do amor-próprio e o quanto prejudicial é deixá-lo de parte.

Ana Salgueiro

Que livros é que a definiram na sua vida?

Vou confessar uma coisa, nunca fui muito de ler, em casa os meus pais não têm esse hábito, logo não tive grande influência para começar a ler. Mas à medida que fui crescendo, comecei a ficar interessada por livros, principalmente de auto-ajuda, sobre o que é importante na vida, como lidar com ansiedade e o medo, temas reais, é o que me cativa. Mas sempre gostei muito da Sophia de Mello Breyner Andresen e do Fernando Pessoa. Pela forma como descrevem os sentimentos, momentos por que muitos passamos. Ajudou a abstrair-me imenso da minha vida, dos meus dias mais dificeis. Mas confesso que o que definiu a minha vida, foi mesmo tudo o que vive até hoje. 

A Ana Salgueiro e a autora do livro conseguem ser a mesma pessoa?

Curiosa esta pergunta, uma amiga minha já me tinha dito algo sobre isto mesmo. Há uma diferença entre a Ana Salgueiro e a autora do livro, sem dúvida. A autora do livro fala, ou melhor, escreve abertamente sobre tudo, sentimentos, momentos difíceis, sem a sensbilidade atrapalhar, sem o receio de chorar. Já a Ana Salgueiro evita falar de alguns assuntos, porque a sensibilidade anda sempre por perto, e fica dificil mostrar esse lado, e não gosta de chorar na frente das pessoas, porque não sabe reagir à preocupação dos outros. Mas no fundo, as duas complementam-se, a autora do livro deu uma grande liberdade à Ana Salgueiro, e tem ajudado a quebrar barreiras que ela própria tinha colocado, e tem ajudado a colocar cada vez mais de lado a timidez, e a falar mais abertamente sobre diversos assuntos.

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