As Feiras dos Livros e os Novos Autores

Muitos dizem que escrever um livro é difícil. Que não é só inspiração, mas sim muito, mas muito trabalho. E isso é verdade.

Um livro implica um trabalho de pesquisa, de leitura, autocrítica e introspeção até que chegue a uma editora. É compreensível que após este trabalho um novo autor acredite que está na altura de se deixar descansar. Acomodar. Que o livro chegará por si só sozinho ao seu público. Mas reparem, num mundo editorial em que novas publicações são disponibilizadas semanalmente, torna-se cada vez mais urgente que tanto o autor como a Editora comuniquem para otimizar a obra. Afinal de contas, como novos autores, temos de fazer com que os leitores conheçam o nosso livro, a nossa história, o nosso trabalho.

As Feiras do Livro surgem assim como ótimas iniciativas dos quais editores e autores não se podem esquivar, servindo como um motor que nos poderá levar a explorar e descobrir o mercado em maneiras que julgámos impossíveis. Como autor, e pelas diversas Feiras em que tive a oportunidade de ir, sou o primeiro a dizer-vos o quão por vezes estes eventos nos obrigam a deslocações, a esperanças, sonhos e desejos que nem sempre se concretizam. Porém, quando a sociedade já nos olha com alguma desconfiança por sermos “novos autores”, nada melhor que estes eventos culturais para dar luta. Porque, reparem, não é propriamente por nós, é por aquilo que trabalhamos. E havendo tantos livros no mercado, a presença de um autor numa Feira articulada com a promoção da Editora, permite que os leitores conheçam o autor e saibam do livro. 

Vão existir vezes em que não irão vender nada, outras que muito.

Mas é nessa área cinzenta que não vemos que a verdadeira magia acontece. É quando os leitores regressam à Feira para procurar aquele livro cujo autor esteve a promover no outro dia. É um momento em que o leitor arrisca em pegar nele livremente e descobri-lo.

As Feiras do Livro resumem-se assim a uma oportunidade única para o autor e a sua história, revelando-se como um elemento fundamental no percurso de um jovem autor. É um saborear de trabalho e a continuação da perseguição do sonho em ser autor. É uma conversa com livreiros, autores e interessados. É uma jornada da qual é impossível se ficar indiferente e que, no final do dia, conseguirá responder a muitas das perguntas e aspirações do novo escritor. 

Texto: Diogo Simões
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