Uma Viagem pelo Mundo de Black Heart

Tudo o que tenho lido e visto a propósito de BH, nos últimos meses, está muito além do que um dia sonhei para esta história. 

Lauren Lewis

Um ano após o lançamento do primeiro volume de Black Heart, conversámos com Lauren Lewis, a autora desta densa saga que surpreendeu todos os leitores logo na sua estreia. O dom da palavra está mais do que provado, mas quisemos perceber um pouco mais das razões sociais que estão como mensagem principal nestas páginas.

Lauren Lewis, a pouco tempo da publicação do seu segundo livro, a continuação desta história, desvenda um pouco do que vamos poder encontrar…e como a opinião dos leitores, foi moldando a sua escrita.

Comecemos pela Lauren. Quando é que a escrita começou na sua vida?

Quando era mais nova, costumava ter um ficheiro no computador com pequenas histórias e um nome demasiado incriminador, não me lembro ao certo do título, mas estava acompanhado da palavra «secreto». Não faço ideia se foi aí que tudo começou. Ou mais tarde, durante o ensino secundário, quando tentei escrever uma peça de teatro sobre os heterónimos de Fernando Pessoa. Talvez na faculdade quando, numa disciplina de escrita, acabei por escrever um texto que há bem pouco tempo saiu numa coletânea de cartas de amor.  É provável que o meu começo consciente na escrita tenha nascido com o meu primeiro livro publicado, mas antes dele já tinha escrito inúmeras histórias. Não sei quando comecei a escrever histórias, mas acredito que não aconteceu de um dia para o outro. Foi acontecendo ao longo dos anos.

Sou uma felizarda por ter quem esteja à espera da continuação, por ter conhecido muitas pessoas que me fazem sentir que lerão qualquer coisa que eu escreva. 

Lauren Lewis

De que forma é que Black Heart I foi recebido pelos leitores? Qual foi o feedback geral?

Tenho a certeza de que tudo o que tenho lido e visto a propósito de BH, nos últimos meses, está muito além do que um dia sonhei para esta história. É comum colocarmos expetativas altas no nosso trabalho, mas os leitores conseguem surpreender-me constantemente com fotografias, com opiniões, com comentários que ainda me fazem olhar por cima do ombro para garantir que são dirigidos a mim. Sei que para primeiro livro, perante todo o oceano de invisibilidade e desconhecimento associado ao meu nome e à minha história, sou uma felizarda por ter quem esteja à espera da continuação, por ter conhecido muitas pessoas que me fazem sentir que lerão qualquer coisa que eu escreva. 

Dentro em breve teremos o segundo volume da obra, a continuação de uma saga. O que podemos esperar neste segundo livro?

Gostava muito que os leitores chegassem ao fim do livro com um sorriso no rosto e me dissessem que tiveram tudo a que têm direito: emoções fortes, muito amor e inúmeras respostas.

Quem é a Lauren Lewis do primeiro livro para o segundo?

Sinto que cresci com BH, sobretudo houve uma certeza que se materializou: quero continuar a fazer isto, quero contar todas as histórias que vagueiam pela minha mente. E reconheço que tenho a sorte de ao longo de todo este processo nunca ter tido medo das palavras, de ter conseguido superar o desafio. Passou-se pouco mais de um ano e ainda há quem esteja a ler BH pela primeira vez, há também quem esteja a reler. É inevitável que tudo isto – o bom e o menos bom do caminho – me tenham moldado, cimentado.  É provável, também, que cada vez que um novo leitor me deixa uma mensagem, me envia uma fotografia do livro, isso me dê mais coragem e me faça sentir que posso fazê-lo, que posso continuar a sonhar com a publicação – e que esse é o único caminho para as minhas histórias.

De que forma é que esta história está a influenciar a vida dos leitores?

Quero acreditar que cada leitor, depois de ler, se sente um bocadinho Anna ou um bocadinho Matthew. Gosto de acreditar nisso, porque é isso que sinto quando leio um livro, quando termino um livro, sinto-me um pouco mais como uma personagem – ou quero sentir-me: pela sua resiliência, coragem, modo de pensar ou de agir. Quero acreditar que direta ou indiretamente quem leu se deixou contagiar com alguma personagem ou momento, mas não faço disso uma imposição, a simples certeza de que alguém leu já me enche de felicidade.

Gostava muito que os leitores descobrissem que os suicidas não são casos perdidos, apenas pessoas perdidas e que todos podemos ajudá-los a encontrar os seus caminhos.

Lauren Lewis

Qual é a principal mensagem social que pretende transmitir?

Gostava muito que os leitores descobrissem que os suicidas não são casos perdidos, apenas pessoas perdidas e que todos podemos ajudá-los a encontrar os seus caminhos. Muitas vezes a maior prova de amor que podemos dar a um suicida é reconhecermos os nossos limites, pedir ajuda, encarar o problema não como uma doença terminal, mas como uma doença que pode ser tratada.  «Não é fácil, mas é possível. Afinal, a batalha é contra a mente, nunca contra a alma», era isto que gostava de transmitir a todos os que lerem estes livros. 

(…) eu não tenha receio de todo o véu de invisibilidade em que me cobri. 

Lauren Lewis

Black Heart II será lançado ainda em 2020, apresentando aos leitores o desenlace mais aguardado desde a primeira parte. É um novo encontro da trama com os seus protagonistas e Lauren Lewis, promete continuar a surpreender.

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